aprisionada
roubaram-lhe o sol,
deram-lhe grades.
roubaram-lhe a inocência,
apontaram-na como culpada.
roubaram-lhe a sua terra,
deram-lhe uma cela.
dizem que de noite,
podia ouvir-se um grito
vindo de Tires.
era um grito surdo
e de dor aguda
saído das entranhas de uma mulher
roubaram-lhe tudo,
só porque um dia desistiu.
o dia em que viu seu bebé partir.
até as letras do nome lhe roubaram,
agora não passava de uma série numérica.
Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
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9 comentários:
Acho que podias participar da blogagem colectiva com o teu poema.Basta editares este texto com o título dela....
Desculpa invadir o teu espaço sem te conhecer,mas os motores de busca são tão rápidos que sem ver quem escreveu eu já cá estava:(
Prazer em te conhecer.Eu estou a participartbm e estou a linkar pelo gmail o assunto-assim soube deste poema lindo.
kkk...não,não sou do fbi,mas sou Google como tu.Podes editar assim:
-Vais até ao painel do teu blog.
clicas em postagens.editar.Vês a edição já feita do poema que não tem título.Clicas em EDITAR nesse mesmo poema.Aparece uma cx de texto com ele.Agora escreves o que quiseres...Blogagem Colectiva...etc....Presumo que saibas quem são os blogueiros...basta veres no blog do wenner..qq coisa estou por aqui
É isso mesmo Hemisfério!
Roubaram-lhe tudo, condenaram-lhe a alma, algemaram-lhe o destino e cassaram-se-lhe o direito a defesa. Mas, ainda, não conseguira tirar de Ana Virgínia Sardinha a dignidade.
Mesmo amordaçada pela dor e pela crueldade dos homens, ela reage através dos seus amigos mundo afora, assim como você o faz agora, um poema, um amor, que mesmo em partícula alivia aquela dor...
Seu poema é luz nos corredores escuros do submundo malcheiroso em que homens, vestidos da mesma alma, se comportam como marginais da lei, e se entregam a vilipendiar o direito alheiro, roubando a vida que não lhes pertence.
Um abraço Hemisfério e que a luz traga a vitória dos justos!
Posso postar ,com os devidos créditos claro,o teu poema no meu blog???Se puder diz!:))bjj
Hemisfério, antes de mais nada meu sincero agradecimento pela sua participação inclusive com um poema de primeira grandeza. Vou linkar você, se permitir, e voltarei aqui sempre que possível.
Até
Vim agradecer a sua participação na blogagem coletiva e dizer que já temos boas novas! Beijus
Fiquei muito impressionada com a criatividade ede seu poema!
Me tocou no funda alma! Lindo mesmo, retratando de um amaneira bastante elegante a realidade dura de minha irmã.
Obrigada, vou colocar seu poema no site dela, juntamente com a foto muito linda que Vitória postou.
"até as letras do nome lhe roubaram,
agora não passava de uma série numérica."
Tem razão hemisfério, em tires ela é identificada pelo número 202, pavilhão B.
Ana Rosa Sardinha
irmã de Ana virgínia
olá
adoraria postar teu poema em meu blog, certamente com todos os créditos!
um abraço e parabéns
fátima
ser cidadão
http://sercidadaosim.blogspot.com/
rua do mundo
http://aterraazul.blogspot.com/
eternity
http://eternal-fractals.blogspot.com/
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